Todos os anos, após o Brazilian Day em New York, acontece a festa brasileira na cidade de Newark, em New Jersey. Newark é uma das maiores cidades do "Estado Jardim", mas busco informações mais técnicas para que tenham uma idéia da importância desta localidade:
"Newark é a maior cidade do estado americano de Nova Jérsei, e uma das principais cidades da região metropolitana de Nova Iorque.
A menor das 100 mais populosas cidades norte-americanas, Newark possui uma área de 63 km², onde moram aproximadamente 273 mil habitantes, possuíndo uma densidade demográfica de 4,400/km². Newark é um moderno centro comercial, industrial e financeiro, e onde está localizado o segundo principal aeroporto da zona metropolitana de Nova Iorque, que movimenta quase 30 milhões de passageiros anualmente." Fonte: Winkpédia - A Enciclopédia Livre http://pt.wikipedia.org/wiki/
Resumindo, cidade de oportunidades e altíssima movimentação financeira onde, claro, os brazucas vêm buscar um lugar ao sol. E onde tem brasileiro, tem festa.
Não querendo ser chato com dados técnicos, mas às vezes eles ajudam para alguma coisa, sirvam-se como quiserem!
Quanto a festa aqui de Newark, ela ocorreu nos dias 09,10 e 11 de setembro.
Escrevo um pouco "distante" do período em que ocorreram os fatos que aqui vou relatar, por ter tido algumas mudanças na minha rotina, principalmente a de trabalho. Readaptação é a palavra.
Bueno, voltando a festa brasileira, a cidade realmente "ferve" nesses 3 dias de folia. São 3 palcos com bandas ao vivo, centenas de barraquinhas que vendem desde acarajé até eletrônicos "made in China". A Ferry Street, rua principal do bairro dos brasileiros, o "Ironbound", fica fechada e tomada por residentes e turistas de outros estados americanos, que buscam na brasilidade um pouco de alegria para contrapor a amargura de viver sob o governo de Busch.
Na festa de Newark, além do carnaval de New Órleans, é o único momento onde se pode beber na rua, sem "ocultar" a bebida dentro de um saquinho de papel marrom (já devem ter visto em filmes). É curioso! Poder beber aqui na rua, em frente aos "cops", é uma aventura que ninguém perde, nem eu.
Toda festa é um misto de alegria azaração e brigas. E falando em brigas, aconteceu um fato que presenciei no palco principal do evento. Estava tocando o Gerasamba, com seus ritmos baianos, quando um grupo de jovens, todos de camisa preta, começaram a dançar e intimidar o público que estava a sua volta. Bom, baixaria total, brasileiros e alguns hispanos formavam essa gangue. No meio do show, um conhecido organizador desse evento, e da comunidade "newarkiana", chamado "Sampa"(que se diz jornalista e apresenta um noticiosa local, tipo os que aparecem no canal comunitário das televisões a cabo do Brasil), intimou essa turma de perversos, falando em português (é claro), no alto do palco e dando também seu showzinho à parte. Como aqui tudo gira em torno de um assunto delicado como o status imigratório, e seu "Sampa" ameaçando a turminha com os "cops" e com uma nova lei que permite aos homens da lei perguntarem qual a situação legal no país. Em caso de alguém irregular no país, os policiais podem reter e entregar os ilegais para o Departamento de Segurança Interno, chamado de serviço de imigração. Com uma ameaça dessas, os brigões sossegaram o facho e sumiram da vista. Como diz a minha sobrinha Kaká: "Sem noção!".
No final tudo acaba bem, alguns bebem mais que o pobre do fígado pode aguentar e ficam vomitando pelas calçadas americanas, como se fossem as calçadas brasileiras. Ao menos o vômito é legitimamente brasileiro, na maioria das vezes. E festa brasileira, seja onde for, sempre será uma festa brasileira, com seus temperos, swings, confusões e beleza (feminina, é claro!).
domingo, setembro 25, 2005
quinta-feira, setembro 01, 2005
Furacão Katrina!
Impressionante como o furacão deixou no seu rastro, além da óbvia destruição, a manifestação bárbara dos americanos, quando submetidos a uma situação de catástrofes como essa. Pois é, país de primeiro mundo (?), quando submetido a pressões das calamidades naturais, demostram que sua condição de privilegiados temporários contemporâneos, o país do "Empire State", não são em nada diferente dos seus primos pobres espalhados pelo mundo. Saques, roubos, luta pela sobrevivência, polícia sem capacidade de resolver os problemas enfrentados, fome, sede, falta de meios de comunicação (impressionante, nem celulares estão funcionando em New Orleans), ou seja, caos generalizado!
Acreditem se quiser, enquanto os "patriotas" tentam fazer do Iraque um país "democrático", centenas (pode chegar a milhares) de pessoas estão mortas por causa do Katrina e o exército americano ainda não deu as caras para ajudar no policiamento e nos reparos da infra-estrutura, como as pontes, naquela região, os que apareceram foram para os shoppings, ruas comerciais, etc, proteger as mercadorias. Em mundo capitalista, o capital vem antes das pessoas. E é esse o melhor exército do planeta, que não consegue nem ajudar seu próprio povo, mas quer "ajudar" o povo alheio e proteger bens de consumo em detrimento à vida humana. Já o Bush, deu uma voltinha de avião pelas áreas atinguidas e viu o todo o desastre. De cima é fácil!
Por incrível que pareça, por aqui em NY e redondezas, estão todos mais preocupados com o "Labor Day", feriado na próxima segunda, 05 de setembro, do que com o que está acontecendo na Louisiania. Vai entender esse povo?
Esses fatos corroboram com as idéias de que não se pode levar o discurso Yankee a sério. Vejo brasileiros que adoram falar mal do nosso país por aqui, dizendo que nunca mais voltarão à Terra Brazilis (ops, só a "passeio"), que aqui é o melhor lugar do mundo e coisa e tal, mas parece que esquecem de ver os noticiários americanos (querem só a globo internacional) e das críticas que a imprensa faz contra essa condição em que os próprios americanos se encontram, neste caso em particular, onde a mercadoria vale mais que as pessoas. Se um americano vale menos que as mercadorias das lojas como Wal-Mart, qual é o valor do imigrante brasileiro na sociedade americana?
Acreditem se quiser, enquanto os "patriotas" tentam fazer do Iraque um país "democrático", centenas (pode chegar a milhares) de pessoas estão mortas por causa do Katrina e o exército americano ainda não deu as caras para ajudar no policiamento e nos reparos da infra-estrutura, como as pontes, naquela região, os que apareceram foram para os shoppings, ruas comerciais, etc, proteger as mercadorias. Em mundo capitalista, o capital vem antes das pessoas. E é esse o melhor exército do planeta, que não consegue nem ajudar seu próprio povo, mas quer "ajudar" o povo alheio e proteger bens de consumo em detrimento à vida humana. Já o Bush, deu uma voltinha de avião pelas áreas atinguidas e viu o todo o desastre. De cima é fácil!
Por incrível que pareça, por aqui em NY e redondezas, estão todos mais preocupados com o "Labor Day", feriado na próxima segunda, 05 de setembro, do que com o que está acontecendo na Louisiania. Vai entender esse povo?
Esses fatos corroboram com as idéias de que não se pode levar o discurso Yankee a sério. Vejo brasileiros que adoram falar mal do nosso país por aqui, dizendo que nunca mais voltarão à Terra Brazilis (ops, só a "passeio"), que aqui é o melhor lugar do mundo e coisa e tal, mas parece que esquecem de ver os noticiários americanos (querem só a globo internacional) e das críticas que a imprensa faz contra essa condição em que os próprios americanos se encontram, neste caso em particular, onde a mercadoria vale mais que as pessoas. Se um americano vale menos que as mercadorias das lojas como Wal-Mart, qual é o valor do imigrante brasileiro na sociedade americana?
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