domingo, setembro 25, 2005

Festa brasileira em Newark

Todos os anos, após o Brazilian Day em New York, acontece a festa brasileira na cidade de Newark, em New Jersey. Newark é uma das maiores cidades do "Estado Jardim", mas busco informações mais técnicas para que tenham uma idéia da importância desta localidade:

"Newark é a maior cidade do estado americano de Nova Jérsei, e uma das principais cidades da região metropolitana de Nova Iorque.
A menor das 100 mais populosas cidades norte-americanas, Newark possui uma área de 63 km², onde moram aproximadamente 273 mil habitantes, possuíndo uma
densidade demográfica de 4,400/km². Newark é um moderno centro comercial, industrial e financeiro, e onde está localizado o segundo principal aeroporto da zona metropolitana de Nova Iorque, que movimenta quase 30 milhões de passageiros anualmente." Fonte: Winkpédia - A Enciclopédia Livre http://pt.wikipedia.org/wiki/

Resumindo, cidade de oportunidades e altíssima movimentação financeira onde, claro, os brazucas vêm buscar um lugar ao sol. E onde tem brasileiro, tem festa.

Não querendo ser chato com dados técnicos, mas às vezes eles ajudam para alguma coisa, sirvam-se como quiserem!

Quanto a festa aqui de Newark, ela ocorreu nos dias 09,10 e 11 de setembro.

Escrevo um pouco "distante" do período em que ocorreram os fatos que aqui vou relatar, por ter tido algumas mudanças na minha rotina, principalmente a de trabalho. Readaptação é a palavra.

Bueno, voltando a festa brasileira, a cidade realmente "ferve" nesses 3 dias de folia. São 3 palcos com bandas ao vivo, centenas de barraquinhas que vendem desde acarajé até eletrônicos "made in China". A Ferry Street, rua principal do bairro dos brasileiros, o "Ironbound", fica fechada e tomada por residentes e turistas de outros estados americanos, que buscam na brasilidade um pouco de alegria para contrapor a amargura de viver sob o governo de Busch.

Na festa de Newark, além do carnaval de New Órleans, é o único momento onde se pode beber na rua, sem "ocultar" a bebida dentro de um saquinho de papel marrom (já devem ter visto em filmes). É curioso! Poder beber aqui na rua, em frente aos "cops", é uma aventura que ninguém perde, nem eu.

Toda festa é um misto de alegria azaração e brigas. E falando em brigas, aconteceu um fato que presenciei no palco principal do evento. Estava tocando o Gerasamba, com seus ritmos baianos, quando um grupo de jovens, todos de camisa preta, começaram a dançar e intimidar o público que estava a sua volta. Bom, baixaria total, brasileiros e alguns hispanos formavam essa gangue. No meio do show, um conhecido organizador desse evento, e da comunidade "newarkiana", chamado "Sampa"(que se diz jornalista e apresenta um noticiosa local, tipo os que aparecem no canal comunitário das televisões a cabo do Brasil), intimou essa turma de perversos, falando em português (é claro), no alto do palco e dando também seu showzinho à parte. Como aqui tudo gira em torno de um assunto delicado como o status imigratório, e seu "Sampa" ameaçando a turminha com os "cops" e com uma nova lei que permite aos homens da lei perguntarem qual a situação legal no país. Em caso de alguém irregular no país, os policiais podem reter e entregar os ilegais para o Departamento de Segurança Interno, chamado de serviço de imigração. Com uma ameaça dessas, os brigões sossegaram o facho e sumiram da vista. Como diz a minha sobrinha Kaká: "Sem noção!".

No final tudo acaba bem, alguns bebem mais que o pobre do fígado pode aguentar e ficam vomitando pelas calçadas americanas, como se fossem as calçadas brasileiras. Ao menos o vômito é legitimamente brasileiro, na maioria das vezes. E festa brasileira, seja onde for, sempre será uma festa brasileira, com seus temperos, swings, confusões e beleza (feminina, é claro!).